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A Casa de Jane Tutikian

Em recente entrevista, a escritora Jane Tutikian confessou vir de longa data o desejo de escrever um livro infantil. Talvez o carinhoso pedido dos seus netos, talvez o tempo, quem sabe ambos, levaram Jane à sua estreia com os pequenos. “Como a vovó prometeu”, na última Feira do Livro da Zona Sul, localizada no Bairro Tristeza, em Porto Alegre, evento do qual a escritora foi patrona, ocorreu o lançamento de “A casa feliz” (Botão Editorações, 2015). “Uma história sobre solidariedade e amizade”, nas palavras de Jane, a narrativa é construída a partir dos laços de uma menina que “mora com bichos e mais...”, com sua família, formada por animais e figuras folclóricas. Assim, a protagonista, os gatos Maria Paula, Linda Inês e Brutus, e a cachorrinha Upi juntam-se a Saci Pererê, Curupira, Negrinho do Pastoreio e até a Constelação de Ursa Maior em um texto intenso e vibrante, cheio de fantasia e encantamento, marcas da já consagrada escritora adulta e infanto-juvenil. Se o seu último livro de contos havia levado o título de “Coisa viva” (Território das Artes, 2011), que aliás resume bem o estilo de Jane, seus textos todos poderiam ser incluídos sob a mesma denominação, pois as palavras, personagens e situações fazem pulsar forte adultos, jovens e agora as crianças que os leem. A obra conta ainda com as ilustrações da jovem artista Ana Cândida Sommer, que faz sua estreia na ilustração de textos literários apresentando um rico diálogo entre imagem e palavra. Abaixo, um pequeno trecho de “A casa feliz” que soa como um convite de Jane e de Ana. A casa é sua. É só entrar, se acomodar e deixar se envolver pela leitura.


“Um outro dia, desses todo iluminado de sol, de lua, de estrela e tudo, quando eu pensei, de novo, que nossa família estava completa para sempre, ouvi umas batidas fraquinhas na porta. Fui atender com a Upi agarrada na perna da minha calça, e não havia ninguém, mas, quando olhei para baixo, vi um gatinho preto, e a Upi começou a pular e a latir faceira: - É meu irmão! É meu irmão! É meu irmão! - Deixei que ele entrasse e ficamos assim: Maria Paula, Lindinha, Upi, Brutus e eu.”


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Gustavo Henrique Rückert

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A casa feliz